As associações de defesa da Natureza e dos Animais nem sempre se entendem. Ex: como lidar com as populações de assilvestrados (cães e gatos)? - Para as "protectoras", o seu direito à vida não pode ser negado; para os ambientalistas, é necessário eliminar estas populações de temiveis predadores que, ainda por cima, podem misturar-se com lobos e gatos selvagens... A verdade é que a política de extermínio, por si só, não parece ser suficiente. Mais eficaz será a esterilização generalizada das colónias de assilvestrados. Em Poiares, este trabalho tem sido realizado pela Agir Pelos Animais e Louzanimales, com o apoio da Cãofraria dos Bichos. Apesar das dificuldades económicas, centenas foram esterilizados e milhares não nasceram...
P.S. O gato da foto foi capturado na Quinta da Moenda e depois de castrado, descobri que era manso. Caça agora "no prato" de um apartamento no Porto.
SV 15 maio 2010
SELVAGENS E ASSILVESTRADOS
As associações de defesa da Natureza e dos Animais nem sempre se entendem. Ex: como lidar com as populações de assilvestrados (cães e gatos)? - Para as "protectoras", o seu direito à vida não pode ser negado; para os ambientalistas, é necessário eliminar estas populações de temiveis predadores que, ainda por cima, podem misturar-se com lobos e gatos selvagens... A verdade é que a política de extermínio, por si só, não parece ser suficiente. Mais eficaz será a esterilização generalizada das colónias de assilvestrados. Em Poiares, este trabalho tem sido realizado pela Agir Pelos Animais e Louzanimales, com o apoio da Cãofraria dos Bichos. Apesar das dificuldades económicas, centenas foram esterilizados e milhares não nasceram...
P.S. O gato da foto foi capturado na Quinta da Moenda e depois de castrado, descobri que era manso. Caça agora "no prato" de um apartamento no Porto.
SV FURA-VIDAS
Raramente temos a sorte de a observar. E quase sempre neste estado; destroçado pela nossa pressa em chegar sempre mais rápido a qualquer lado... Em poucos dias deparei-me com dois atropelamentos, o primeiro no Entroncamento de Poiares, o outro na Circular Externa de Coimbra (entre a Av. Elísio de Moura e Coselhas). Prova de adaptabilidade extraordinária, mas não única: no segundo local já pude examinar uma raposa e uma geneta.
SV
DIE HARD
Como eliminar um "bosquete" de ailantus ( tal como a acácia, uma super-árvore ) sem danificar os carvalhos e castanheiros que os rodeiam? Matá-los, sem os derrubar, seria o ideal; esperava que um simples corte "epidérmico" (10 cm) fizesse o efeito pretendido. Afinal, um mês depois, as árvores-do-céu estão bem vivas e serenas... Reparei, então, que as Professoras Elizabete e Hélia Marchante, recomendam um corte muito mais amplo (do peito ao solo). É tempo de voltar a tentar...
SV
A LUTA CONTINUA!
No lado Oeste da Quinta da Moenda, o "bosquete" de acácias foi mais uma vez cortado. Uma oportunidade para os pequenos carvalhos e sobreiros poderem respirar e ganhar um pouco de envergadura, antes de voltarem a ser engolidos pela praga... Desta vez, optei por não queimar os restos "mortais". Caídos, os seus troncos e ramagens dificultam a chegada de luz ao solo e, talvez, o desenvolvimento das acácias.
SV AS MAIAS
Em Poiares, até as Giestas já se tornaram raras; o " espaço" que ocupam nos terrenos agrícolas ou florestais, parece um desperdício e para "enfeitar" preferimos as palmeiras e os abetos... Mas em Maio, seguindo a tradição, muitos procuram um pedaço para adornar a entrada do Lar. É frequente, então, que os que tiveram o gosto e a generosidade de os deixar crescer, se deparem com um cenário de destruição e mutilação... O exemplar da foto - de invulgar envergadura - sobrevive na Quinta da Moenda - Sta. Maria.
SV
04 maio 2010
INDÍGENA
É verdade. O Bordo, Padreiro ou Figueiro, é tão Poiarense como o roble ou o sobreiro. Quase extinto, largamente desconhecido, sobrevive nalguns locais apenas em forma de arbusto devido aos sucessivos cortes e atarraques. Alguns idosos não se recordam de o observar na sua forma natural - o de uma árvore de grande porte - e teimam sobre a sua inutilidade. Irónico, considerando que o Bordo, ou Acer Pseudoplátanus, pode chegar aos 35 metros de altura, e dois metros de espessura no tronco... Ou que esta espécie - de rápido crescimento - constitui a base de uma grande indústria de madeira para interiores em Espanha ou França... Em V.N.Poiares, que, aliás, está no limite Sul da sua distribuição Europeia, o Bordo tem neste momento um único local de refúgio: a Quinta da Moenda.
SV
LIBERTAÇÃO
Deste lado, freixos, salgueiros, ciprestes... Do outro lado da "fronteira"(a Ribeira de Poiares), uma "selva" estéril de acácias e eucaliptos. Ou quase. Ciente de que no seu interior sobreviviam sobreiros, castanheiros, carvalhos, etç... negociei a sua "libertação" da seguinte forma: a oferta das espécies estrangeiras, em troca de um corte que respeitasse as nossas árvores. Não foi perfeito, o Tempo é dinheiro e os madeireiros não são menos ganaciosos do que os outros... Mas no geral, o acordo foi respeitado e a nossa floresta ganhou uma etapa de avanço sobre a esperada regeneração da acácias e eucaliptos.
SV
LAMPIÕES
Porque razão uma serra, outrora coberta de azinheiras, ganhou o nome de Candeeiros? O motivo "acendeu-se" no meu pensamento ao observar uma jovem azinheira na Quinta da Moenda. Infelizmente, a foto não faz justiça ao fulgor e brilho que os "lançamentos" de primavera desta espécie de carvalho (Quercus ilex) podem ter.
SV
MONTANHÊS
Especializado nas condições agrestes da alta montanha, o carvalho-negral (Quercus Pirenaica) guarda os seus costumes de montanhês, mesmo nas colinas suaves de Poiares. Há um mês que os seus irmãos, Robles e Cerquinhos, floresceram, mas o Negral só agora acordou para a Primavera. Escassos e discretos em Poiares, tornam-se fácilmente notados neste momento do ano. Os dois exemplares da foto superior podem ser vistos na face norte da Quinta da Moenda, em Sta. Maria.
SV
HABITAÇÃO SOCIAL
Apesar da abundância de locais propícios à nidificação, decidimos facilitar a vida de algumas espécies, com a instalação de ninhos no Dia da Árvore (construídos pelo próprio Rogério). Poucos dias depois, o ninho nº 2, tornou-se o Lar de um casal de Chapins (Parus major). Noutras paragens, é frequente os silvicultores incentivarem a fixação desta espécie, pelo auxílio que elas prestam no combate a "pragas" como a processionária. Em Portugal, muito modernos, preferimos o uso de químicos...
SV
Rana iberica ?
Se a foto é má, a ciência não é mais "definida"; com a ajuda do Guia Fapas - Anfíbios e Répteis de Portugal, identifiquei este exemplar como sendo uma rã ibérica (o guia não tem culpa). Como o nome sugere, só existe na Peninsula Ibérica e mesmo assim circunscrita ao noroeste. Ou seja ás terras altas e/ou húmidas da península. Em Poiares encontram-se muito próximo do seu limite Sul de distribuição. É particularmente dependente de habitats ricos em água limpa, um bem que escasseia em VNPoiares, com as suas ribeiras transformadas em esgotos e saturadas de fertilizantes/pesticidas agrícolas... O exemplar da foto faz parte de uma comunidade residente numa fonte da Quinta da Moenda.
SV
UNTER DEN LINDEN
"Sob as tílias...", declararam-se guerras, assinaram-se pactos e convenções durante séculos, por toda a Europa. Ou quase, o seu espaço natural termina na Galiza e sendo bela, mas não útil, só chegou a Portugal quando o Belo ganhou valor; com os jardins românticos e passeios públicos. É pois um imigrante recente, que contudo se integra muito bem na nossa paisagem. As fotos mostram exemplares da Quinta da Moenda e as alterações que podem ser observadas em poucos dias; adaptado aos rigores Continentais, floresce tarde, entre o Dia da Árvore e o Dia da Terra...
SV
OUTONO NA PRIMAVERA
Quando caem as folhas dos sobreiros, sabemos que a Primavera chegou. Há muito que a floresta se revestiu de novas cores; robles e bordos, cerejeiras e pilriteiros, freixos ou amieiros, cada um deles com o seu próprio verde, as sua distintas flores... Mas o sobreiro, um nativo do Sul, desconfia das geadas tardias e só se despe quando tem a certeza... A sua "miséria" dura pouca semanas e muitos pensam que se trata de uma doença. Que está a morrer! - Nada mais natural, numa terra revestida de um permanente verde-acinzentado de eucaliptos e acácias. A pulsação da Natureza só pode ser sentida em pequenos recantos, tal como a Quinta da Moenda, um refúgio biológico propriedade da Liga para Protecção da Natureza, em Sta. Maria.
SV
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